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17/06/2010 - Índice imobiliário no segundo semestre


 
fonte: Globo Online
 
Interessados em investir no setor imobiliário terão uma boa ferramenta para aferir a rentabilidade de seus negócios a partir do segundo semestre deste ano. É quando a ABRAPP e a  Fundação Getúlio Vargas (FGV) pretendem lançar o Índice Brasileiro de Rentabilidade Imobiliária (Ibri), indicador que trará dados consolidados sobre a receita de investimentos de imóveis comerciais, incluindo shopping centers, escritórios comerciais, galpões industriais e garagens, entre outros. Futuramente, o indicador deverá agregar também o setor residencial.
 
Segundo Paulo Picchetti - professor da FGV e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, que coordena o Índice de Preços ao Consumidor Semanal -, o Brasil não dispõe hoje de um indicador consolidado para o setor imobiliário, e essa é a grande motivação para a construção de um índice como o Ibri:
 
- Hoje, cada investidor conhece a rentabilidade de sua carteira de imóveis, mas não tem uma ideia clara do que seja o desempenho do mercado como um todo. Fazendo uma analogia com o mercado acionário, é como se cada investidor pudesse acompanhar a rentabilidade do conjunto de ações particulares que possui, mas não pudesse compará-la com a média do mercado, caso o Ibovespa não existisse.
Picchetti ressalta ainda que o objetivo do Ibri é também atrair novos investidores para o setor imobiliário, que hoje eventualmente possuem um grande interesse, mas não dispõem de indicadores para avaliar com maior precisão a atratividade desses investimentos.
 
- Com o índice, o mercado ganha uma compreensão muito maior de si próprio, com aumento de transparência e informação, resultando em maior número de negócios, e portanto maiores perspectivas de liquidez e rentabilidade.
 
O Ibri será trimestral e fornecerá o valor de avaliação dos imóveis, o valor das receitas de aluguel e de outras receitas correntes, e também o das despesas, tanto na forma de capital - investimentos e benfeitorias -, quanto despesas operacionais, como propaganda, despesa de condomínio, contas de entidades públicas etc. O indicador será alimentado com informações concedidas pelos agentes que detêm carteiras de investimentos em imóveis, como fundos de pensão.
 
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