Todo mundo entende a gravidade da guerra do Irã. Mas como isso afeta o bolso e os investimentos dos participantes da Fundação?
A resposta está novo episódio do podcast Sem Economês, que tem como convidados analistas de investimentos da que fazem parte da premiada equipe da FUNCEF dedicada à projeção de indicadores macroeconômicos e de mercado.
O podcast antecipou, por exemplo, o corte de 0,25% na taxa Selic, anunciado nesta quarta (18/3) pelo Banco Central.
“Essa escalada do preço do petróleo pode afetar muita coisa, muita inflação ao redor do mundo, que com certeza afeta o Brasil. Acabamos importando essa inflação também, o que significa mais cautela e a manutenção do patamar de juros mais alto por mais tempo”, explicou a analista de Investimentos Camila Canedo.
Efeito no Brasil
O risco de interrupção do fornecimento de petróleo no mundo já pode ser sentido no preço dos combustíveis na bomba, que segue a cotação internacional da commodity.
Isso significa também elevação no custo do frete, que é transferido para produtos e serviços no dia a dia dos participantes.
Além disso, como destaca o analista de investimentos Rafael Coimbra, há um grande impacto no agronegócio brasileiro, que depende de fertilizantes importados, inclusive do Irã.
O aumento do custo logístico e dos insumos reduz as margens dos produtores, tende a ampliar o risco de inadimplência no setor, e deve refletir nas gôndolas dos supermercados.
“A principal pauta de importação do Brasil dos produtos iranianos são os fertilizantes à base de ureia. Esse cenário aumenta o custo do frete e dos insumos e impacta diretamente o agronegócio”, afirma Rafael Coimbra.
Mercado global
Os analistas concordam que ainda é cedo para prever o comportamento das Bolsas de valores no mundo. Mas a tendência de investidores globais é agir de maneira defensiva.
“Quando se tem tensões globais, o dinheiro vai para onde ele considera mais seguro, que o mercado entende ser geralmente os Estados Unidos”, frisou o analista de Investimentos João Marcos Soares.
Esse comportamento aumenta a oscilação dos mercados emergentes, como o Brasil, que são fortemente influenciados pelos investidores estrangeiros, o que pode pressionar a cotação do dólar.
Comunicação Social da FUNCEF
