FUNCEF inicia recuperação em 2016

A FUNCEF alcançou, em 2016, a melhor rentabilidade de seus investimentos em três anos, segundo as demonstrações contábeis aprovadas pelos conselhos Fiscal e Deliberativo em 28 de julho.

Apesar do cenário econômico recessivo e do início da redução da taxa básica de juros, a aplicação maior de recursos em renda fixa e o desempenho melhor do mercado de capitais garantiram um retorno consolidado dos investimentos de R$ 3,39 bilhões, o que representa um crescimento de 120,4% em relação ao resultado do ano anterior. A Fundação encerrou 2016 com R$ 58 bilhões em ativos.

Entendendo o Balanço

Os Grandes números do ano

Podcast FUNCEF

Episódio 1

Entrevista com o diretor de Investimentos Paulo Werneck, parte 1

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Episódio 2

Entrevista com o diretor de Investimentos Paulo Werneck, parte 2

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Episódio 3

Entrevista com o gerente Jurídico Paulo Chuery, parte 1

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Episódio 4

Entrevista com o gerente de Contabilidade e Programação Econômico-Financeira João Maceno Gomes, parte 1

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Episódio 5

Entrevista com o gerente de Contabilidade e Programação Econômico-Financeira João Maceno Gomes, parte 2

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Investimentos da FUNCEF em 2016

Na estratégia de buscar um retorno um ponto percentual acima da meta atuarial, que variou de 12,48% a 12,62%, dependendo do plano, em 2016, a FUNCEF adotou a postura mais conservadora de elevar a fatia em renda fixa, investimento de menor risco. A decisão foi tomada com base no cenário de juros e inflação altos e volatilidade nos mercados de capitais, contaminados pela crise política e econômica.

De cada 10 reais investidos pela Fundação, seis estavam aplicados em renda fixa ao final de 2016, com rentabilidade de 13,54%. O volume de recursos aplicados em títulos avançou 18%, chegando a R$ 28,5 bilhões – isso inclui as contribuições extraordinárias pagas pelos participantes do REG/Replan.

O volume de papéis de dívida com marcação a merca do, ou seja, que podem ser negociados a qualquer momento, avançou 74%, e somou R$ 3,2 bilhões, com rendimento de 14,05%. Na outra ponta, houve uma redução na participação em renda variável, em parte efeito da desvalorização de 4,6% da carteira a laudo (ativos que não são cotados em Bolsa).

No mercado de capitais, 2016 foi marcado por forte recuperação. Com uma estratégia de alocação em ações de empresas com histórico e potencial de distribuição de dividendos, os chamados papéis defensivos, que não trazem grandes surpresas ao investidor mesmo em épocas difíceis da bolsa, a FUNCEF viu sua carteira de renda variável a mercado, com R$ 4 bilhões, obter retorno de 22%, muito acima da meta atuarial.

Em 2017, a tendência é de redução da posição em renda fixa diante da expectativa do mercado de que o atual ciclo de cortes da Selic, iniciado pelo Banco Central em outubro de 2016, culmine com taxas de juros reais (descontada a inflação) mais próximas das praticadas no mercado internacional. Isso obrigará investidores institucionais como a FUNCEF a buscar alternativas de renda variável com retornos maiores.

Relatório 2016