FUNCEF tem forte desempenho em 2025 e alcança melhor saúde financeira dos últimos oito anos

Novo Plano e REB CD lideraram em rentabilidade e planos BD alcançam equilíbrio técnico positivo

Resultados -
31/03/2026

O ano de 2025 foi azul na FUNCEF. Todos os planos da Fundação superaram as metas com tranquilidade e foram além: fecharam o ano equilibrados, com patrimônio de cobertura suficiente para honrar os compromissos, atuais e futuros, de pagamento de aposentadorias e pensões.   

O chamado equilíbrio técnico ajustado (ETA) é um importante indicador da saúde financeira dos planos de Benefício Definido (BD). Nesta perspectiva, o resultado da Fundação é o melhor desde 2017.

Esse desempenho positivo permitiu mais uma grande conquista: a partir de 2026, os 53 mil participantes do REG/Replan Saldado não pagarão mais taxas de equacionamento sobre o 13º/abono. E os valores descontados em fevereiro serão devolvidos na folha de abril.

Para o Novo Plano e REB CD, 2025 trouxe ganhos expressivos. Os dois planos bateram o objetivo de retorno em mais de 50%. Além disso, a Fundação aproveitou oportunidades no mercado para rebalancear a carteira do Novo Plano e REB CD. Na prática, isso significa resultados mais previsíveis com boas expectativas de rentabilidade.

“Os números que estamos entregando são fruto de um planejamento estratégico construído e executado com persistência nos últimos três anos. A FUNCEF hoje está mais preparada do que nunca para o futuro, posicionada para replicar o resultado positivo de 2025 nos próximos anos”, afirmou o presidente da Fundação Ricardo Pontes.

Outro dado importante de 2025 é que a FUNCEF, mais uma vez, realizou o pagamento recorde de benefícios, que somou R$ 6,6 bilhões. A título de comparação, todo o segmento de previdência complementar aberta e seguradoras pagou R$ 4,8 bilhões no mesmo período.

Investimentos em alta

A carteira consolidada de investimentos da Fundação entregou o expressivo resultado de R$ 12,3 bilhões em 2025, alta de 68% em relação ao ano anterior.

A rentabilidade consolidada foi de 11,34%, bem superior à meta atuarial de 8,94%, o que elevou os recursos investidos a R$ 121 bilhões. Essa rentabilidade foi puxada pelo forte desempenho das três principais carteiras: renda fixa, renda variável e ativos imobiliários.

Mais importante ainda: a estratégia de investimentos permitiu capturar oportunidades de longo prazo, que irão sustentar os resultados positivos à frente.

Na renda fixa, a FUNCEF adicionou, em 2025, mais R$ 17 bilhões em títulos públicos de longo prazo atrelados ao IPCA (NTN-Bs), sem risco de mercado e com ganho real médio (acima da inflação) de 7,47%, muito superior à meta atuarial de 4,85%.  

Esses títulos, que oferecem proteção contra a inflação, cupons semestrais e baixíssimo risco, serão mantidos na carteira até o vencimento, que pode chegar a 2060.

“A maior parte da carteira dos planos está alocada em renda fixa, o que nos permite prever, com segurança, retornos acima da meta. As aquisições foram feitas já prevendo um ciclo de redução de taxa de juros, que terá um impacto mínimo nos nossos resultados dos próximos anos”, explicou o diretor de Investimentos e Participações em exercício, Fabiano Nogueira.

Já o retorno de 34% da renda variável fez desta classe de ativos o destaque do ano. Bem posicionada, a carteira da Fundação, concentrada no Novo Plano e REB CD, aproveitou o rali de alta da Bolsa de Valores (B3), em 2025, que bateu mais de 30 vezes as máximas históricas ao longo do ano e registrou o melhor desempenho desde 2016. 

A FUNCEF também capturou ganhos relevantes nos investimentos imobiliários em duas frentes. Dentro do plano de desinvestimento, a Fundação realizou vendas de imóveis que somaram R$ 556 milhões e geraram um lucro contábil de 12,9%, o equivalente a R$ 63 milhões. Esse desempenho positivo beneficiou especialmente o REG/Replan.  

Os principais negócios incluem o Novotel Barra da Tijuca (RJ), um terreno em Santo André e 14 agências bancárias, que foram vendidas ao Fundo Imobiliário (FII) TRXF11.

Além disso, a carteira de FIIs, concentrada no Novo Plano e REB CD, teve um desempenho excepcional em 2025, com retorno na casa dos 20%. Os investimentos da Fundação acompanharam o índice de referência do setor, o IFIX, que registrou valorização de 21,15% e atingiu máximas históricas no ano.

NOVO PLANO E REB CD

O Novo Plano CD e o REB CD lideraram os retornos em 2025. Com ganhos de 13,65% e 13,85%, os planos superaram em mais de 50% o objetivo de 8,94%.

A grande novidade do ano foi o processo de redução da participação em renda variável de 17,5% para o alvo próximo de 9%, em um cenário em que os títulos públicos de longo prazo apresentam taxas atrativas de retorno sem risco de mercado.  

Esse movimento foi realizado durante momentos de alta da Bolsa e da taxa dos títulos que seriam comprados, a partir da sinalização de um indicador construído internamente. O resgate total foi superior a R$ 3 bilhões, sendo grande parte deste montante a realização de lucros do portfólio de ações.

Os recursos foram inteiramente realocados em títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação (NTN-Bs), que fizeram a parcela de renda fixa chegar à casa dos 75%, maior patamar histórico.     

O reposicionamento também envolveu concentração da carteira de ações em companhias consolidadas, de forte geração de caixa e solidez operacional.  

Na gestão ativa, a equipe técnica da Fundação analisou fundamentos das empresas para selecionar papéis com potencial de retorno superior ao IBrX 100, índice de referência que acompanha as 100 maiores empresas listadas na Bolsa e encerrou o ano com alta de 33,45%. A estratégia de stock picking trouxe ganho excedente de 0,9 ponto percentual.

“Nossa política de investimento já considera o ciclo de redução da taxa de juros. O que fizemos foi capturar o máximo de ganho possível em renda fixa, adicionando títulos que serão levados até o vencimento e pagarão acima do objetivo de retorno”, disse o diretor de Investimentos, Fabiano Nogueira.

“A tendência dos planos CD, que estão em fase de acumulação, é um crescimento do património líquido. Por isso, a participação de renda fixa na carteira, atualmente de 75%, será reduzida no futuro quando surgirem oportunidades nas outras 11 classes de investimentos em que aplicamos recursos”, completou.

Ativos imobiliários e no exterior

Outro destaque importante foram fundos imobiliários (FIIs), que estão concentrados nos planos CD. O segmento de FIIs registrou o melhor ano desde 2019, superando os 20% de rentabilidade, quase 2,5 vezes maior que o objetivo de retorno.

Em relação aos ativos imobiliários, uma das maiores movimentações de 2025 foi o exercício de direito de preferência para ampliar a participação no  Shopping Pátio Paulista, em São Paulo. Nos últimos cinco anos, o retorno médio anual do empreendimento foi de IPCA + 15,50%, desempenho superior ao de títulos públicos de longo prazo.

Já os investimentos no exterior, que funcionam como uma proteção da carteira, apresentaram uma boa performance em dólar (+12,7%), superando em 6,7 pontos percentuais o seu índice de referência. O resultado foi afetado pela forte desvalorização da moeda americana no ano (-11,43%).

PLANOS DE BENEFÍCIO DEFINIDO (BD)

Graças à estratégia de imunização executada nos últimos três anos, o REG/Replan segue entregando resultados consistentes.

O REG/Replan Saldado e o REG/Replan Não Saldado alcançaram rentabilidades de 10,00% e 9,95%, e bateram com tranquilidade as suas respectivas metas atuarias de 8,84% e 8,94% para o período.

As duas principais carteiras do plano tiveram bom desempenho, com destaque para os ativos imobiliários. Puxada pelo plano de desinvestimento, essa classe teve rentabilidade superior a 12% em 2025.

No REG/Replan Saldado, a notícia não poderia ser melhor: pela primeira vez desde 2010, a modalidade voltou ao azul no equilíbrio técnico ajustado, que fechou 2025 em R$ 605 milhões.

O resultado bruto do ano, de R$ 824 milhões, foi afetado pela revisão dos ativos em carteira e a medida prudencial de separar R$ 494 milhões referentes a possíveis reversões do acordo de leniência na Justiça. Mesmo assim, o Saldado apresentou um superávit de R$ 185 milhões.

No caso do REG/Replan Não Saldado, o resultado bruto do ano foi de R$ 42 milhões. Mas o impacto da revisão de ativos e provisionamento fizeram com que a modalidade encerrasse o ano com déficit de R$ 33 milhões, plenamente absorvido pelos resultados acumulados. O equilíbrio técnico ajustado do plano é encerrou 2024 em R$ 348,4 milhões.

Com retorno de 11,23% e 10,68%, o Novo Plano e REB BD também bateram, com folga, a meta atuarial (8,94%). Ambos têm carteiras formadas apenas por títulos públicos e uma fatia de empréstimos aos participantes.

Comunicação Social da FUNCEF

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