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FUNCEF tem modelos próprios de análise de risco

07 de Janeiro de 2019

Metódos foram criados pelos empregados da Fundação

A FUNCEF tem modelo próprio de análise de risco dos investimentos. A exemplo das grandes agências de classificação de risco, como a Fitch Ratings, a Moody´s e a Standard & Poors (S&P), a Fundação desenvolveu métodos para ajudar os analistas na hora de decidir se vale a pena investir em determinado produto e quantificar os riscos que este pode oferecer.

O primeiro destes foi batizado como Classificador de Crédito. O modelo surgiu na área de Análise de Crédito (COOPE), a partir do antigo Rating Interno, ferramenta usada até criação do instrumento, no final de 2016. Ele foi desenvolvido pelo analista de investimentos Paulo Roberto Fonteles Guimarães no software “R” e parametrizado posteriormente no Excel, ampliando o escopo de utilização do Rating Interno. Com o envolvimento do restante da equipe, que apresenta caráter multidisciplinar e heterogêneo, o modelo culminou na ferramenta atual.

O Classificador de Crédito estima, em modelo estatístico, a probabilidade de uma empresa entrar em default – ou seja, não ter condições de honrar suas obrigações e dar calote em quem comprou títulos emitidos no mercado. A ferramenta foi construída com dados de mais de 300 companhias abertas e pode avaliar qualquer outra corporação com a inserção de suas informações financeiras.

“Desenvolvemos um modelo interno para que a FUNCEF pudesse ter avaliação própria, livre de qualquer agência, uma vez que aquele rating pode ter descontinuidade e as agências podem até chegar a deixar de existir”, conta Paulo Roberto Guimarães (foto abaixo).

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“Você coloca o nome da empresa, o classificador busca seus dados na base e chega a uma probabilidade de default. Isto faz com que tenhamos a percepção adequada do nível de risco mais aderente ao perfil da FUNCEF”, explica o analista de investimentos. A partir desta probabilidade de insolvência, são definidas notas de crédito em faixas de 1 a 10.

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Análises objetivas e subjetivas

Uma vantagem do Classificador de Crédito em relação à antiga ferramenta de Rating Interno é que ele foi criado a partir de avaliações estatísticas das variáveis econômico-financeiras das empresas e, em um segundo momento, também considera aspectos subjetivos.

“São analisadas a estrutura de mercado, a eficiência operacional, as características de liquidez, os acionistas da empresa, o marco regulatório do setor no qual ela está inserida, o tipo de operação e suas características, fatores que compõem os critérios subjetivos”, destaca Paulo Roberto.

A partir da união do resultado do modelo estatístico e dos aspectos subjetivos, chega-se à classificação de crédito final da empresa, que é análoga aos ratings das agências classificadoras de risco.

A experiência do modelo da FUNCEF foi apresentada no artigo Uma aplicação do modelo de regressão logística na previsão de falência empresarial no Brasil, publicado na Revista Brasileira de Economia de Empresas, escrito por Paulo Roberto em parceria com o professor Moisés de Andrade Resende Filho, orientador do analista na Universidade de Brasília (UnB).

Taxa requerida

O segundo modelo recebeu o nome de Taxa Requerida. Na prática, ele analisa variáveis importantes como rating (externo ou provido pelo Classificador de Crédito), prazo, isenção fiscal e indica qual a taxa mínima para que uma operação valha a pena para que a FUNCEF a assuma.

O modelo também foi transformado em artigo, em autoria conjunta com o analista de investimentos da COOPE André Ronzani e o professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Osvaldo Cândido. A intenção é obter uma publicação internacional.

“Nós colocamos as características da operação e o modelo vai mostrar qual é taxa que aquela operação deve pagar para compensar o risco. Se está pagando mais, ótimo. Se está pagando menos, pode ser que o ativo não seja interessante”, explica Paulo Roberto.

Classificador de Cr_dito2.png

A Taxa Requerida pode apontar, por exemplo, que um investimento com nota de crédito 7 pode ser melhor que o de nota 8 se este primeiro tem taxas maiores que compensem o maior risco de crédito. “O modelo consegue identificar oportunidades pois analisa a relação risco-retorno. ”, explica o analista.

O Classificador de Crédito e a Taxa Requerida são usadas, diariamente, pelos analistas da Diretoria de Investimentos e, adicionalmente, se destacam como ferramentas importantes no processo de definição de premissas de risco e retorno da Política de Investimentos.

Comunicação Social da FUNCEF 

 


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