Fundos de pensão discutem investimentos em seminário

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Fundos de pensão discutem investimentos em seminário

12 de Junho de 2018

Evento, com 400 pessoas, reuniu autoridades e especialistas do setor

Responsáveis por um patrimônio de R$ 350 bilhões, quase 40% do total gerido por fundos do pensão no país, FUNCEF, Petros, Previ e Valia promoveram conjuntamente o Seminário de Políticas de Investimentos nesta terça-feira (12/6), no Rio de Janeiro.

Inédito neste formato, o evento contou com 400 participantes. Sua programação permitiu às entidades discutir estratégias e desafios na busca por rentabilidade e reuniu alguns dos principais nomes do mercado financeiro, além da Previc, órgão regulador do segmento.

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Presidente da FUNCEF, Carlos Vieira, falou na abertura do evento, no Rio de Janeiro

“Este processo sinérgico para aprimorar as políticas de investimentos é salutar. O intercâmbio com os principais players do segmento nos permitirá chegar a uma síntese do que é o melhor para o sistema” afirmou o presidente da FUNCEF, Carlos Vieira, na abertura.

O seminário, ressaltou Vieira, faz parte de um movimento conjunto dos fundos de pensão para desenvolver e fortalecer a governança das entidades e o segmento como um todo, que representa perto de 15% do PIB brasileiro. Em fevereiro, os fundos organizaram um seminário que discutiu maneiras de aprimorar a indústria dos Fundos de Investimento em Participações (FIPs).

Diversificação

O evento desta terça-feira foi dividido em quatro painéis, que abordaram os temas “Planejamento das políticas de investimentos”, “Filosofias de investimentos – Desafios e perspectivas no ambiente de taxas de juros declinantes”, “Governança corporativa e política de integridade” e “Aspectos de RSA na avaliação de investimentos”.

Entre os principais assuntos abordados estiveram as perspectivas de crescimento econômico do país e a conjuntura internacional, a necessidade de diversificação de investimentos para alcançar as metas atuariais num ambiente de taxas de juros historicamente baixas, o que afeta diretamente o retorno de ativos. Também se debateu oportunidades de investimento de longo prazo em setores como o de Saúde, Infraestrutura, Crédito e Agronegócio.

Novo modelo

O diretor de Investimentos da FUNCEF, Paulo Werneck, ressaltou a necessidade de que o segmento faça a transição de um modelo gestão de investimentos para um de alocação responsável de recursos, que priorize a liquidez e reaja adequadamente à conjuntura. “Sem sombra de dúvida, teremos que buscar ativos internamente e no exterior” disse ele.

Diante da possibilidade recente de os fundos de pensão aplicarem recursos em ativos no exterior, Werneck avaliou que as empresas de previdência complementar precisam construir uma estrada segura de acesso ao mercado global a fim de evitar a experiência negativa resultante do mau uso do instrumento dos FIPs.

Participaram ainda pela FUNCEF o presidente do Conselho Deliberativo, Joaquim Lima, os diretores Max Mauran (Planejamento e Controladoria) e Renato Villela (Participações Societárias e Imobiliárias), além dos conselheiros  Analia Miguel Anusiewicz (Fiscal) e Ciro Cormack Junior (Deliberativo).

Comunicação Social da FUNCEF

 


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