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Transformação da FUNCEF é tema do Simpósio da FENACEF

27 de Novembro de 2019

Evento, no RN, reuniu diretores, conselheiros e participantes

O presidente da FUNCEF, Renato Villela, apresentou, durante o painel FUNCEF - Atualização, cenários e perspectivas, no 41 º Simpósio da FENACEF em Touros (RN), a transformação que a Fundação passou nos últimos anos, saindo de uma situação de deficit para perspectiva de equilíbrio nas contas e superavit nos próximos anos. A exposição, nesta quarta-feira (27/11), contou com a com a participação de todas as diretorias da FUNCEF.

vilellafenacefdia2.jpgFoto: Patrícia Vasconcelos/FUNCEF

“Não nos faltam desafios e estamos nos preparando para eles", afirmou Renato Villela, adiantando os números do 3º trimestre da FUNCEF com resultado de investimentos acima da meta atuarial (R$ 4,5 bilhões), rentabilidade consolidada 6,84%, o impacto ainda negativo do FIA Carteira Ativa (R$ 728 milhões, onde está o investimento da Vale) e a valorização das cotas 10,33% no REB e 10,18% no Novo Plano.

"Estamos vendo a FUNCEF com números muito bons, com menor custo por participante e superavit consolidado em 2018. Nós continuamos neste caminho, não vamos repetir os erros do passado e vamos recuperar parte dos recursos perdidos, como foi feito pelas CTAs”, disse o presidente.

Renato Villela adiantou que a FUNCEF se prepara para uma nova fase na governança com a terceirização de parte da gestão de investimentos, sem a necessidade da presença da Fundação no dia a dia de empresas investidas, por exemplo. “Nosso papel enquanto investidor, é de alocador de recursos, para investir e gerir bem o dinheiro de vocês”, disse. “Não é administrando imóveis [que se faz isso] ou participando de reunião de condomínio de shopping. Imóvel é uma classe de ativos, e não devemos ter ativismo”, explicou.

Definição de estratégia para carteira imobiliária

A diretora de Participações Societárias e Imobiliárias da FUNCEF, Andrea Morata Videira, fez um resumo da alocação da carteira de investimentos da DIPAR, concentrada em shoppings (R$ 2 bilhões), edifícios comerciais para renda (R$ 1,4 bilhão) e participações societárias de R$ 10,9 bilhões (R$ 6,3 bilhões em FIA, R$ 763 milhões em FII, R$ 1,65 bilhão em FIP e R$ 2,1 bilhões em Empresas Investidas Diretas).

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Fotos:FENACEF/Divulgação

 "A rentabilidade da carteira imobiliária, desde 2011, superou a meta atuarial em 40%", destacou. A diretora ressaltou que um estudo está em andamento para definir a estratégia da FUNCEF sobre os ativos imobiliários. O trabalho deve estar concluído até fevereiro de 2020 e indicar mudança na gestão dos ativos da DIPAR e de outros investimentos da Fundação. "Temos que ser investidores, alocadores, e não administradores, como somos atualmente", reforçou Andrea Morata Videira.

Investimentos com taxas de juros mais baixos

O diretor de Investimentos da FUNCEF, Paulo Werneck, explicou como é construída a política de investimentos da Fundação, baseada no modelo ALM (Asset Liability Management), que analisa a necessidade de pagamentos de benefícios, o cenário macroeconômico e demais variáveis atuariais.

"A política é feita a partir de um estudo técnico bem elaborado, aprovado pelas colegiados da FUNCEF e ajustado de acordo com os movimentos da economia para que se garanta o pagamento dos benefícios, razão de existir de um fundo de pensão", diz Paulo Werneck.

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"Estamos performando melhor do que o esperado na renda variável e renda fixa. Com dados dos nossos melhores cenários, temos a expectativa de trabalhar a redução de contribuição extraordinária em um futuro bem próximo para trazer mais estabilidade para a FUNCEF", afirmou Paulo Werneck.

No ambiente de juros mais baixos no Brasil e grandes economia do mundo, o diretor disse que a FUNCEF deve ampliar os tipos de ativos para investimento, acompanhando a tendência do setor de fundos de pensão com o cenário da taxa de juros atual. "Vamos ter de adicionar mais risco na carteira", avisou Paulo Werneck. Entre as possíveis aplicações, ele citou aportes em private equity, investimentos no exterior, em fundos imobiliários e multimercado estruturados.

Mais transparência

O diretor de Administração da FUNCEF, Augusto Miranda, disse que os fundos de pensão estão sujeitos a riscos estruturais, defendeu que as entidades fechadas de previdência complementar tenham mais transparência na gestão dos recursos da poupança previdenciária dos participantes e evitem desvios de finalidade, como uso de recursos que não seja para o pagamento de benefícios.

"Temos que trabalhar para esses riscos fiquem afastados. Tivemos com o fortalecimento da estrutura regulatória. Com a CNM 4661, passamos a ter, obrigatoriamente, comitê de auditoria e uma autoridade responsável pela gestão do risco. Nós contratamos profissionais para atender essas exigências regulatórias e estamos fortalecendo os mecanismos de prevenção com governança e mais transparência", contou.

Convênio INSS/CAIXA/FUNCEF

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O diretor de Benefícios da FUNCEF, Délvio de Brito, informou, ao responder dúvida de participante, que a FUNCEF ainda aguarda o posicionamento do INSS sobre a possibilidade de fim do convênio com INSS/CAIXA/FUNCEF, como já foi informado a outros fundos de pensão que tinham acerto semelhante com o órgão oficial de previdência social. “Assim que tivermos informação mais concreta do INSS, informamos para vocês”, afirmou.

Jurídico

A coordenadora do Contencioso Jurídico da FUNCEF, Ana Carolina Gomes, detalhou as ações que mais impactam o jurídico da FUNCEF em números de temas como o contencioso, o equacionamento, revisão de perdas e tábua de mortalidade. Ela lembrou as medidas de gestão que reduziram os custos do jurídico em R$ 26,69 milhões com a contratação de novos escritórios terceirizados, internalização de processos, desenvolvimento de novas teses e a revisão da metodologia de provisionamento.

Na terça-feira (26/11), os diretores Augusto Miranda (Administração), Délvio de Brito (Benefícios), o gerente João Maceno (representando a Diretoria de Planejamento e Controladoria) e o conselheiro deliberativo Celso Matos apresentaram visão que as suas diretorias têm da situação da FUNCEF em painel dedicado aos representantes eleitos.

Comunicação Social da FUNCEF

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