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Volatilidade da Vale tem impacto negativo no REG/Replan

18 de Junho de 2019

FUNCEF bate meta no novo Plano e no REB no primeiro trimestre

Sob o efeito que o rompimento da barragem de Brumadinho (MG) teve sobre as ações da Vale, a FUNCEF encerrou o primeiro trimestre com uma rentabilidade consolidada de 1,41%, o que equivale a 93% do CDI, índice de referência para aplicações de renda fixa no período.

Os planos mais jovens, Novo Plano e REB, com baixíssima exposição às ações da Litel, veículo por meio da qual a FUNCEF investe indiretamente na Vale, bateram com folga a meta atuarial de 2,80%, com retornos de 3,55% e 3,14%. Já as modalidades Saldado e Não Saldado do REG/Replan, que concentram as alocações neste ativo, ficaram abaixo da meta, com rentabilidade de 0,59% e 1,33% respectivamente.

Ao todo, o impacto negativo da Litel, o principal ativo do portfólio da Fundação, foi de R$ 880 milhões, o que fez com que a renda variável fosse o único segmento de ativos a registrar retornos negativos nos primeiros três meses do ano. Considerando-se apenas as alocações em ações negociadas na B3 (a mercado), os ganhos foram de 8,23%, em linha com o IBrX 100 (+8,64%), índice que baliza este tipo de investimento.

A fatia de renda fixa, onde estão aplicados seis de cada dez reais geridos pela FUNCEF, 2,57%, ou 170% do CDI. No total, a Fundação obteve resultado de R$ 929 milhões no primeiro trimestre e somou R$ 66,3 bilhões em recursos garantidores.

“Tudo que acontece com a Vale tem grande peso na carteira da FUNCEF em função de sua grande participação em nosso portfólio. Mas ao olharmos todos os segmentos de ativos, veremos um resultado condizente com o cenário econômico do primeiro trimestre e boas perspectivas para entregar bons resultados ao final de 2019”, observou o presidente da FUNCEF, Renato Villela.

Nova metodologia

Desde setembro do ano passado, a FUNCEF mudou a maneira como avalia sua participação da Litel. Até então, a precificação era anual e feita via laudo ao final do exercício. Hoje, ela captura melhor o valor atual da Vale, porque considera uma média ponderada das cotações dos três meses anteriores ao último dia útil do mês corrente.

O objetivo desta metodologia é suavizar a volatilidade do papel, ou seja, altas e quedas muito fortes. Em junho, as ações da mineradora voltaram a superar a casa dos R$ 50, o que terá impacto no resultado segundo trimestre.

Além do acidente de Brumadinho, a inflação medida pelo INPC, que compõe a meta atuarial, acelerou nos primeiros três meses do ano, fechando em 1,68% contra 0,48% no mesmo período de 2018, contribuindo para um cenário mais desafiador.

Redução e eficiência dos gastos

Uma boa notícia veio de estudo publicado pela Previc, responsável por fiscalizar o setor de previdência complementar. A FUNCEF apresentou, em 2018, o menor custo por participante entre os fundos de pensão públicos do país com ativos totais acima de R$ 15 bilhões, com uma despesa administrativa per capita de R$ 1.171 na Fundação.

O desempenho reflete um trabalho contínuo de gestão eficiente de custos em despesas que incluem pessoal e encargos, viagens, treinamento e serviços de terceiros, entre outros. 

Nos últimos cinco anos, a evolução das despesas administrativas cresceu em ritmo 8,86 pontos percentuais abaixo da inflação acumulada medida pelo INPC, o que significa uma redução real. Segundo a Diretoria de Administração da FUNCEF, a economia total estimada para o período 2014-2018 está na casa dos R$22 milhões.

O comportamento declinante das despesas permitiu à Fundação manter a tendência de corte gradual nas taxas de custeio dos participantes, que cobrem as despesas decorrentes da administração dos planos. Para os ativos, a alíquota caiu a 3,25%, e para os aposentados, a 0,675% em 2019.

Esta política de cortes beneficia diretamente o bolso dos participantes, uma vez que os valores não descontados ficam mantidos em suas reservas matemáticas, propiciando um montante preservado estimado em R$ 85 milhões no período 2014-2018.

Equacionamentos vigentes

A FUNCEF segue com a missão de reduzir as alíquotas/montantes pagos nos equacionamentos vigentes para participantes do REG/Replan.

Apesar do efeito pontual no deficit ajustado consolidado (deduzido o ajuste de precificação), que precisa ser zerado para possibilitar a revisão das alíquotas, Villela considera que a tendência de queda deve se manter em 2019.

“Nosso objetivo, no fim das contas, é este: gerar resultados sustentáveis e aprimorar a governança corporativa para que eliminar esse deficit na velocidade mais rápida possível. Não iremos, sob hipótese nenhuma, colocar a solvência dos planos em risco”, observou o presidente da FUNCEF. 

Quanto à possibilidade de se aplicar a Resolução nº 30, do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) a fim de alongar o prazo das contribuições extraordinárias e consequentemente reduzir o desconto, a Fundação iniciou estudos atuariais, jurídicos e de impactos na Política de Investimentos.

Esses estudos começaram depois de a Previc responder a uma consulta sobre o tema. Uma eventual alteração dos equacionamentos vigentes ainda dependerá de aprovações nos colegiados internos da Fundação (Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo), e validações da patrocinadora CAIXA e da SEST (Secretaria de Coordenação e Governança da Empresas Estatais).

Comunicação Social da FUNCEF

 

 


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