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Descubra o que aposentados CAIXA estão fazendo depois dos 60

Os novos desafios de quem resolve empreender nesta etapa da vida

06 de Janeiro de 2020 - Participantes

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Expressões como “terceira idade”, “melhor idade” e “velhice” já caíram em desuso. Cada vez mais, o envelhecimento vem se distanciando da inativa. É grande o número de pesquisas comprovando que, respeitadas as limitações físicas, as pessoas estão buscando novos desafios após a aposentadoria, até o limite que a vida permite, fazendo desta etapa, mais um ciclo produtivo. O fenômeno ocorre no mundo inteiro.

“As pessoas ressignificaram suas vidas. Estão trabalhando e criando. Hoje, sabemos que sempre é possível recomeçar”, cita o professor e palestrante Cláudio Queiroz.

O próprio Claudio é um exemplo desse novo perfil. Aposentado há dois anos pela Caixa Econômica, ele dedica sua vida às aulas, que já ministrava, e às palestras. 

“Tenho um propósito pessoal, que é contribuir para a expansão da consciência das pessoas. A minha questão é que, ao me aposentar, me percebo profundamente ativo”, diz o professor de 57 anos que dá palestras sobre o desenvolvimento humano.

Ele alerta que, hoje, o único limitador que alguém pode ter nesta nova fase, é a condição física. “Mas isso depende do que o eu fiz com o meu corpo ao longo da vida. É preciso levar uma vida integrada: corpo, mente e espírito”, aconselha Queiroz, que é professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.

O livro Extra time, da jornalista britânica Camilla Cavendish, faz um mergulho no universo dos pós aposentados e revela uma reviravolta no modo de vida desse perfil, que está ocupando os mais diversos espaços no mundo.

Ela recorda que “em 2020, pela primeira vez, a população do hemisfério ocidental terá mais pessoas com idade acima dos 65 anos do que crianças de até cinco anos”. Os gerontologistas os chamam de “velhos-jovens” porque essas pessoas estão cheias de saúde, com um tempo a mais para viver depois da aposentadoria, cheias de energia e fazem planos. Elas optam por não ficar paradas, e buscam atividades como fitness, novos estudos, nova profissão e, na maioria das vezes, novos negócios.

Necessidade de capacitação

A mais recente pesquisa do Sebrae sobre o potencial de empreender de quem está próximo da aposentadoria, revela que uma em cada dez pessoas quer empreender nos próximos dois anos. Segundo a pesquisa, elas são motivadas tanto pelo desejo de aumentar a renda da família quanto pela necessidade de ocupar o tempo livre que os espera.

hugo 2.jpeg“O aposentado de hoje sabe que tem pela frente uma perspectiva de vida de pelo menos mais 20 anos. Então, ele busca uma maneira de se envolver com outras atividades, de se engajar em algo. Alguns se mantém no emprego, outros buscam outra profissão, seguir um hobby, e outros empreendem”, comenta o analista do Sebrae, Hugo Roth.

Ele acrescenta ainda que este perfil é de alguém “muito cheio de energia, cheio de gás e com vontade de se realizar e sabendo o que quer”.

Embora já saibam o que querem, a pesquisa do Sebrae mostra um número pequeno de pessoas que procuraram se capacitar. Apenas 24% dos entrevistados participaram de cursos, palestras ou consultorias.

“A capacitação é importante para aquele que procura empreender. Quem se capacita será um diferencial no mercado em que atua”, aconselha o analista.

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