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Resultados

FUNCEF alcança, em 2023, o melhor resultado dos últimos quatros anos

Fundação bateu a meta em todos os planos e obteve ganhos de R$ 11,7 bilhões com investimentos

26 de Março de 2024

Shutterstock/Comunicação FUNCEF

A FUNCEF entregou, em 2023, o melhor resultado dos últimos quatro anos. Os três planos de benefícios da Fundação alcançaram rentabilidade acima da meta atuarial, e a carteira consolidada de investimentos da FUNCEF obteve retorno de 12,46%, quase 50% superior ao alvo (8,37%).

Os ganhos de R$ 11,7 bilhões, em 2023, representam um montante 21% maior ao obtido no ano anterior, gerando um superávit consolidado de R$ 701,1 milhões. No caso específico do REG/Replan Não Saldado, o resultado foi suficiente para encerrar as contribuições extraordinárias dos seus 5,6 mil participantes.   

Esse desempenho superou a rentabilidade mediana do segmento de fundos de pensão (12,40%), conforme levantamento da consultoria Aditus com 127 entidades, e levou o volume de recursos sob gestão da Fundação a ultrapassar a expressiva marca de R$ 105 bilhões. 

O balanço de 2023, divulgado nesta terça-feira (26/3), também aponta a solidez da Fundação, que pagou benefícios no valor recorde de R$ 6,1 bilhões — a título de comparação, o segmento de previdência complementar aberta e seguradoras pagam cerca de R$ 4,5 bilhões anualmente.  

“O resultado de 2023 revela o acerto da nossa política de investimentos. Apesar das oscilações, capturamos oportunidades sem perder de vista a geração de valor no longo prazo. E ainda pudemos anunciar recentemente uma grande conquista, que foi o reequilíbrio do Não Saldado”, afirmou o presidente Ricardo Pontes. 

Carteira de investimentos

As três principais carteiras da Fundação (renda fixa, renda variável e investimentos imobiliários) apresentaram forte desempenho em 2023.

“Realizamos movimentos para tornar o portfólio da FUNCEF mais balanceado para alcançar a melhor rentabilidade possível, sem elevar o nível de risco assumido ao longo do ano. Assim, já iniciamos 2024 com uma carteira mais leve e equilibrada”, explicou a diretora de Investimentos Alenir Romanello.

A Fundação manteve a estratégia de migrar recursos para a renda fixa, que responde por uma fatia de 72% dos recursos investidos.

A FUNCEF aproveitou as condições favoráveis de mercado para adquirir R$ 10,1 bilhões em títulos públicos e crédito privado ao longo do ano. Desse total, R$ 7 bilhões são títulos públicos de longuíssimo prazo atrelados à inflação (NTN-Bs) com taxas de retorno superiores à meta atuarial.

Essa estratégia reduz riscos e traz mais estabilidade aos resultados ao imunizar a carteira dos efeitos da variação das taxas de juros e inflação. Isso é feito pelo casamento do fluxo de vencimento desses papéis com os compromissos de pagamento de benefícios aos aposentados e pensionistas. 

Parte significativa desses recursos, em torno de R$ 5 bilhões, veio da realização de lucros na bolsa de valores, especialmente nos dois últimos meses do ano, quando houve um forte rali de alta de 15%.

Apesar do cenário desafiador, que incluiu a maior queda nos papéis da Vale em oito anos (13,14%), a gestão ativa da renda variável da Fundação entregou um retorno anual de 17,42%, mais de duas vezes superior à meta atuarial.

Na carteira de empresas investidas, a movimentação mais relevante foi a venda da participação total da Fundação na Statkraft Energia Renováveis ao acionista majoritário da empresa. O negócio, fechado em setembro, representou um ganho contábil equivalente a R$ 394 milhões.

Investimentos imobiliários

A carteira de ativos imobiliários, com rentabilidade de 11,76%, bateu a meta pelo segundo ano seguido. Um dos destaques do ano foi a execução do plano de desinvestimento de imóveis, que prevê a negociação de 94 ativos até 2025, principalmente terrenos, edifícios comerciais e hotéis, que não estão mais adequados ao perfil da carteira.

Em 2023, a Fundação obteve R$ 179 milhões em negócios, com destaque para a venda da participação do River Shopping, em Petrolina (PE), por R$ 114 milhões. Esses recursos foram reaplicados em títulos públicos de longo prazo.

Outro destaque positivo foram os fundos imobiliários (+11,38%), segmento em que a Fundação é vanguarda entre os fundos de pensão.

 A FUNCEF elevou sua carteira desta classe de ativos de R$ 488 milhões para R$ 1,28 bilhão, reduziu o risco e bateu a meta atuarial em 3,01 pontos percentuais, com destaque para o desempenho de 19,18% do Novo Plano.

Investimentos no exterior

Uma novidade importante em 2023 foi o início de aportes da Fundação em ativos no exterior. Ao todo foi aplicado R$ 1,2 bilhão entre julho e setembro, que representavam 4% da carteira do Novo Plano CD (ativos) ao final de 2023.

A diversificação internacional permite à FUNCEF investir em setores como saúde, tecnologia e inteligência artificial, que podem ser acessados em economias mais maduras. Além disso, traz a oportunidade de capturar ganhos de outras economias mundiais e de proteção em momentos de desvalorização do real.

Resultado do REG/REPLAN

Plano mais maduro da Fundação, o REG/Replan alcançou retorno de 11,79% (Saldado) e 12,00% (Não Saldado) em suas modalidades, em linha com os planos de benefício definido, segundo levantamento da Consultoria Aditus.

O superávit de R$ 484,8 milhões só não foi maior por conta de fatores como a revisão do contencioso jurídico e a forte queda das ações da Vale.

Na modalidade Não Saldada, o reequilíbrio foi alcançado com parte do equilíbrio técnico ajustado (superávit mais ajustes de precificação) de R$ 202,8 milhões apurado em 2023. O montante foi utilizado para quitar a parte dos participantes e assistidos nos dois planos de equacionamento vigentes, 14 anos antes do prazo previsto.   

Resultado do Novo Plano e do REB

O Novo Plano CD e REB CD, que concentram os participantes na ativa e têm mais flexibilidade na gestão dos investimentos, obtiveram os maiores retornos dos últimos cinco anos (14,02% e 14,31% respectivamente).

O desempenho superou tanto a mediana dos planos fechados de contribuição variável (12,06%) quanto a rentabilidade média de fundos comparáveis de previdência aberta (13,57%), segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Comunicação Social da FUNCEF

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