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Resultados

FUNCEF alcança rentabilidade de 9,28% em 2021

Incremento em renda fixa, resultados na renda variável e gestão de passivos permitiram gerar resultado 110% superior ao CDI, apesar da reversão da Bolsa

31 de Março de 2022

iStock.com

Com medidas adotadas na gestão de ativos e passivos, a FUNCEF conseguiu atenuar os efeitos da queda da renda variável e da alta da inflação em 2021. A carteira consolidada de investimentos rendeu 9,28% e gerou um resultado de R$ 7,40 bilhões no ano, contra uma meta atuarial de 15,12%, puxada pelo INPC de 10,16%.

A Fundação implementou uma estratégia de proteção que migrou uma parcela significativa dos recursos de renda variável para ativos de renda fixa na esteira do atual ciclo de alta das taxas de juros. Isso incluiu os dividendos e parte dos recursos obtidos com a venda de ações da Vale em 2021.

Esse movimento foi fundamental para sustentar a rentabilidade e manter o resultado dos planos num nível de deficit totalmente livre do risco de novos equacionamentos e reversível em 2022.

A FUNCEF ainda aproveitou a janela de oportunidade para acrescentar títulos públicos de longo prazo com boas taxas, sem abrir mão de uma posição relevante em ações na carteira, que já apresenta recuperação. 

“Sem a reestruturação de Invepar, a operação de venda de ações da Vale e a migração da renda variável, teríamos cerca de R$ 2 bilhões a mais de deficit”, explicou o presidente da Fundação, Gilson Santana.

A estratégia, que elevou o volume de recursos alocados em renda fixa de 56% para 61% do total, preservou R$ 1,4 bilhão em capital, que teria sido perdido com a expressiva queda da Bolsa, e terá efeitos positivos nos próximos anos.

“No primeiro trimestre de 2022, seguimos adicionando títulos públicos de longo prazo à carteira, que estão pagando taxas significativamente maiores do que a meta. São ativos que oscilam menos e, por consequência, trazem mais previsibilidade aos resultados”, afirmou o diretor de Investimentos Samuel Crespi.

Resultado dos planos

Plano mais maduro da Fundação, o REG/Replan foi o mais beneficiado pela migração de ativos, mantendo-se distante do limite legal que exigiria a implementação de novos equacionamentos. Suas modalidades alcançaram rentabilidade de 11,08% (Saldado) e 8,72% (Não Saldado).  

O Novo Plano e REB, os planos mais jovens e com maior apetite ao risco, foram mais impactados pelas oscilações ao longo do ano. Nos planos CD, que concentram os recursos dos participantes ativos, houve um deságio no valor de títulos públicos marcados a mercado, o que sempre ocorre quando há aumento na taxa básica de juros (Selic).

 Apesar da marcação a mercado, que obedece à legislação, e do ano negativo da Bolsa, o Novo Plano e o REB renderam 5,82% e 4,98%, acima do CDI (4,42%).

“É importante ressaltar que tanto o Novo Plano BD quanto o REB BD, dos participantes assistidos, alcançaram a meta em 2021. São planos sem deficit técnico acumulado e que, portanto, não precisam necessariamente de ativos de risco na sua carteira”, disse Crespi.

Carteira de Investimentos

A maior contribuição para o resultado de 2021 veio da carteira de renda fixa, que rendeu 14,99%. Excluindo-se a provisão de R$ 502 milhões para um eventual não pagamento de debêntures (títulos de dívida) da Invepar, realizada em setembro, o retorno seria de 16,25%, ou seja, 1,05 ponto percentual acima da meta. 

O volume de títulos públicos de longo prazo cresceu 22% em 2021 e chegou aos R$ 40,7 bilhões, com destaque para NTN-Bs longas (títulos atrelados ao IPCA), que oferecem proteção contra a inflação, cupons semestrais e baixíssimo risco.

A Fundação também adicionou à sua carteira R$ 2,4 bilhões títulos de crédito privado, que reúne ativos de empresas, principalmente bancos, com nota de crédito alta e bem ranqueadas no mercado. O total investido nesta classe chegou a R$ 7,1 bilhões (+52%).

A carteira imobiliária voltou a registrar um desempenho positivo em 2021 (+1,90%). Ainda abaixo dos níveis de 2019, a renda dos aluguéis cresceu 4,55%, para 232,5 milhões, e os imóveis valorizaram 2,30% na reavaliação anual. 

Desinvestimento imobiliário

O plano de reestruturação da carteira imobiliária da FUNCEF, que prevê a venda de 94 ativos até 2025, principalmente, terrenos, edifícios comerciais e hotéis, começou a ser implementado no ano passado.

Os destaques foram a venda do Edifício FUNCEF Center, na Avenida Paulista, por R$ 81,7 milhões, e o distrato de quatro terrenos, em Brasília (2), Santo André (SP) e Rio de Janeiro, avaliados em R$ 295 milhões. Até o fim do primeiro trimestre de 2022, a Fundação aprovou 11 propostas de venda e concluiu cinco negociações, no valor total de R$ 350 milhões.

O ano ruim da Bolsa de Valores (B3), que entrou em trajetória acentuada de queda depois da máxima histórica registrada em junho, foi amenizado pela estratégia de proteção e a venda de papéis que acumulavam grandes valorizações no primeiro semestre.

Enquanto o IBrX-100, índice de referência do portfólio de ações, registrou desempenho negativo expressivo (11,17%) em 2021, o retorno da carteira de renda variável da Fundação, graças aos movimentos realizados, recuou 1,64%.

Trajetória de custos

Em 2021, a FUNCEF mais uma vez entregou resultados de uma gestão administrativa e financeira rigorosa, guiada pela busca de maior eficiência operacional, digitalização de processos e controle de gastos.

Pelo quinto ano seguido, os gastos da Fundação caíram em termos reais, ou seja, evoluíram em ritmo inferior (3,29%) ou ajustado à inflação medida pelo INPC no ano anterior (5,45%), que é o indexador de reajuste de salários e serviços.

Além disso, o gasto anual da Fundação manteve-se estável no patamar médio dos R$ 185 milhões nos últimos seis anos. Se neste período os gastos tivessem acompanhado o INPC acumulado, o montante seria quase R$ 47,5 milhões maior.

A cultura de eficiência permitiu que a FUNCEF cortasse, em janeiro de 2022, as taxas de carregamento, que incidem sobre as contribuições e benefícios para cobrir as despesas decorrentes da administração dos planos, pela sexta vez em sete anos.

A redução acumulada desde 2015 é de 32,2% para os ativos e de 45% para aposentados e pensionistas. O benefício direto estimado ao bolso dos participantes é superior aos R$ 100 milhões, uma vez que os valores não descontados foram mantidos em suas reservas matemáticas.

Medidas de gestão e desafios à frente

Durante 2021, a Fundação implementou uma série de medidas relevantes de gestão corporativa. Entre elas estão o novo Estatuto, a política de integridade e a introdução de indicadores de desempenho e a regularização recorde de apontamentos de auditoria da CAIXA, que zerou todas as pendências.

“A Diretoria Executiva fez um esforço concentrado para regularizar esses apontamentos, alguns pendentes havia oito anos. Esse é um ponto muito relevante, porque representa um aprimoramento de processos que tende a trazer um melhor resultado”, afirmou o presidente Gilson Santana.

Outro destaque foi a execução do projeto de readequação do quadro de pessoal aprovado pelo Conselho Deliberativo, que deve ser concluído em 2022. Com foco na automação de processos e terceirização de áreas, esse projeto deve gerar uma economia anual permanente de R$ 15,3 milhões anuais a partir do próximo ano, o que significa uma redução em 15% em encargos e salários.  

Redução dos equacionamentos do REG/Replan Não Saldado

Na gestão previdenciária, a Fundação adequou o regulamento do REG/Replan Não Saldado à Resolução CGPAR 25/2018, aprovada pela Previc, órgão fiscalizador dos fundos de pensão, em 14 de janeiro deste ano.

A nova avaliação atuarial provocada pelas alterações permitiu o corte médio permanente nas taxas dos equacionamentos de 2015 e 2016 de 76% para ativos e de 70% para aposentados e pensionistas a partir da folha de pagamento de abril de 2022, com efeito retroativo a fevereiro deste ano.

 

Outro assunto estratégico é a incorporação do REB ao Novo Plano. O projeto inicial já foi discutido com a CAIXA e a Previc e apresentado a entidades representativas. A expectativa é que o processo seja aprovado até o primeiro semestre deste ano.

Na gestão de investimentos, um destaque importante foi a reestruturação da Invepar, holding de infraestrutura de transporte na qual a FUNCEF é acionista e credora, que equalizou dívidas, afastou o risco de recuperação judicial imediata abriu perspectiva de recuperação no médio e longo prazos.

Além disso, a política de investimento 2022-2026 trouxe mudanças importantes na estratégia de aplicação de recursos dos planos. O modelo que estabelecia quanto aplicar foi substituído por uma banda de alocação, que captura possibilidades em momentos de oscilação brusca dos mercados.

“Se um ativo tiver uma boa performance, podemos vender um pouco e reaplicar os lucros em ativos mais seguros. Se estiver bastante descontado, ganhamos agilidade para comprar. Este movimento, realizado de forma eficiente e constante, gera ganhos de longo prazo para as carteiras, que é o nosso objetivo como fundo de pensão”, observou o diretor de Investimentos Samuel Crespi.

Comunicação Social da FUNCEF

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