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FUNCEF alcança rentabilidade recorde e superavit de R$ 3,6 bi no 2T21

Desempenho forte das carteiras de renda fixa e variável e a gestão de custos mantêm trajetória de reequilíbrio dos planos

31 de Agosto de 2021

iStock.com

A carteira de investimentos da FUNCEF obteve rentabilidade recorde de 11,61% até junho e todos os seus planos acumularam superavit, que, somado, chegou a R$ 3,6 bilhões ao final do 2T21.

Esse superavit gerado corresponde ao valor excedente ao necessário para cobrir os compromissos atuais e futuros da Fundação, sendo fundamental para possibilitar novas reduções nas taxas de equacionamento vigentes no próximo ano.

Ao superar em quase duas vezes a meta atuarial de 6,26% para o período, a Fundação elevou a R$ 88,2 bilhões o volume de recursos garantidores dos planos (RGPB) e se manteve no objetivo de alcançar a marca dos R$ 100 bilhões em 2021.

“A FUNCEF segue no caminho do crescimento sustentável. Alcançar o reequilíbrio dos planos nos permite olhar para frente e discutir questões estratégicas para o futuro da Fundação", afirmou o presidente da FUNCEF, Gilson Santana.

O 2T21 manteve as perspectivas de retomada econômica apontadas nos primeiros três meses do ano. O retorno consolidado dos investimentos alcançou os R$ 9,25 bilhões no período e ficou muito próximo de superar o resultado registrado em 2020 (R$9,73 bi), quando a pandemia da Covid-19 afetou fortemente o desempenho de ativos, especialmente no primeiro semestre. 

Rentabilidade dos planos

O fundo em ações Carteira Ativa II, veículo pelo qual a FUNCEF investe em Vale, permanece o grande destaque de 2021. Com rentabilidade acumulada de 49,31%, o fundo respondeu por R$ 4,23 bilhões ou 46% do resultado consolidado.

Por conta disso, as duas modalidades do REG/Replan, que concentram os investimentos em Carteira Ativa II, mantiveram a trajetória de rentabilidade recorde no 2T21, chegando a 14,09% no Saldado e 12,32% no Não Saldado, e superaram com folga a meta atuarial.  

Além disso, por ser um plano maduro, o REG/Replan tem menor exposição à Bolsa e carrega uma carteira de títulos públicos com retorno médio alto e marcados na curva, ou seja, que serão levados até a data de vencimento.

Os planos mais jovens da Fundação, Novo Plano e REB, vêm sendo afetados pelas oscilações (volatidade) da Bolsa desde o início da pandemia. Mesmo assim, ambos bateram a meta atuarial e têm entregado resultados sólidos.   

No período de 12 meses encerrados em junho, as cotas de Novo Plano e REB valorizaram-se 17,65% e 21,77%, respectivamente. Esse desempenho os colocaria na sexta e na primeira posição em um ranking com os 60 fundos de previdenciários privados comparáveis, com alocação entre 30% e 49% em renda variável, segundo dados da Susep.

No horizonte de 24 meses, o Novo Plano subiria para a terceira posição (23,25%) e o REB seguiria no topo (26,12%).

Carteira de investimentos

O resultado dos planos mais jovens está alinhado à recuperação da Bolsa. Pela primeira vez desde o fim de 2019, o portfólio de ações negociadas a mercado superou a meta atuarial, com retorno de 6,31%. 

A carteira de renda fixa da FUNCEF, onde estão aplicados 54% dos recursos dos participantes, foi outro destaque positivo. Sua rentabilidade chegou a 7,09% ao final do 2T21, quase seis vezes o CDI do período (1,28%).

Neste período, o ciclo de alta da taxa Selic, iniciado em março, e as projeções de inflação criaram oportunidades para a compra de títulos públicos. A FUNCEF adquiriu em torno de R$ 2 bilhões em NTN-Bs longas (títulos atrelados ao IPCA), que oferecem proteção contra a inflação e ao cenário de 2022, cupons semestrais e baixíssimo risco.

Das cinco grandes classes de ativos, apenas os investimentos imobiliários (-1,26%), ainda na esteira dos efeitos da pandemia, apresentam desempenho negativo.

Esse resultado capta apenas o retorno da renda com aluguéis, bastante penalizado por medidas de restrição, e a variação dos fundos imobiliários (FIIs). A reavaliação de preços é realizada por meio de laudo no final do ano.

Eficiência na gestão de custos

A Fundação segue totalmente comprometida com a gestão eficiente de custos. Apesar da pressão inflacionária, no acumulado do primeiro semestre de 2021, as despesas administrativas, que incluem pessoal e encargos, viagens, treinamento e serviços de terceiros, permaneceram no nível do mesmo período de 2020.

A variação de 2,76% representa uma redução em termos reais, ou seja, em ritmo muito inferior à inflação medida pelo INPC (10,34% nos 12 meses encerrados em jun/21), indexador utilizado para reajustes de serviços e salários. 

Além disso, a FUNCEF apresentou, pelo terceiro ano seguido, o menor custo por participante entre os cinco maiores fundos de pensão do país, de acordo com estudo da Previc, órgão fiscalizador do segmento.

Com base em dados de 2020, a Fundação registrou uma despesa per capita de R$ 1.347, em torno de 40% inferior à média (R$ 2.259) dos 17 fundos de pensão considerados sistematicamente importantes pela Previc.

Desafios do segundo semestre

A FUNCEF tem acelerado uma série de medidas de gestão que buscam posicioná-la para enfrentar o desafio de alcançar metas de rentabilidade num cenário macroeconômico complexo e de se adaptar às mudanças do segmento de previdência fechada.

Entre essas medidas está a aprovação do plano de gestão previsto no novo Estatuto, que inclui indicadores e metas de desempenho para cada diretoria.

Na gestão previdenciária, a Fundação atua em três frentes. A primeira é uma possível aplicação da Resolução CNPC 30, que permitiria alongar o prazo e consequentemente reduzir as contribuições extraordinárias referentes aos equacionamentos 2014 e 2015 do REG/RePlan Saldado.

A segunda é a adequação do REG/Replan Não Saldado à resolução CGPAR 25, que teria um efeito positivo estimado de R$ 1,34 bilhão no resultado do plano. Isso possibilitaria zerar as taxas de equacionamento e reduzir, na média, em 18% as contribuições normais dos ativos e assistidos.

Além disso, a Fundação conduz estudos importantes com vistas à incorporação do REB ao Novo Plano ainda em 2021 e ao lançamento de um plano voltado às famílias dos participantes FUNCEF.

Na gestão dos investimentos, a Fundação está desenhando uma estratégia de proteção de carteira para 2022 e discute a introdução de perfis de investimento, o que daria ao participante a possibilidade escolher o mais adequado aos seus objetivos e apetite a risco. 

Finalmente, a FUNCEF trabalha na requalificação da sua carteira imobiliária, com o desinvestimento em ativos físicos e a aplicação em fundos imobiliários (FIIs), como prevê a legislação, com ganhos de liquidez e rendimentos mensais que equivalem aos aluguéis recebidos no investimento direto.

“Nosso compromisso é o de reforçar a estrutura de governança da Fundação e otimizar os resultados tendo sempre em vista a atuação no melhor interesse dos nossos milhares de participantes e da patrocinadora”, disse o presidente Gilson Santana.

Comunicação Social da FUNCEF 

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