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Resultados

FUNCEF tem superavit de R$ 2,1 bilhões no 1T22

Todos os três planos da Fundação superaram a meta atuarial no período

01 de Junho de 2022

Comunicação FUNCEF

A carteira total de investimentos da FUNCEF alcançou a rentabilidade de 6,47% no 1T22. Todos os planos de benefícios superaram a meta atuarial (4,56%), com superavit somado de R$ 2,12 bilhões, o maior já registrado pela Fundação para um primeiro trimestre.

Esse superavit gerado corresponde ao valor excedente ao necessário para cobrir os compromissos atuais e futuros da Fundação, sendo fundamental para possibilitar novas reduções nas taxas de equacionamento vigentes no próximo ano.

O resultado dos investimentos chegou a 5,56 bilhões, valor 21% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, puxado pela recuperação da Bolsa de Valores. Isso elevou a R$ 91,21 bilhões o volume de recursos garantidores dos planos (RGPB).

“Oscilações de curto prazo fazem parte do ciclo normal do mercado. Atuamos com agilidade para capturar oportunidades no trimestre. Mais importante ainda é que seguimos reforçando a governança da Fundação para garantir que esses ganhos se estendam no longuíssimo prazo, que é o nosso foco”, afirmou o presidente da FUNCEF, Gilson Santana. 

 

Carteira de investimentos

A Fundação manteve, no trimestre, a estratégia de proteção que migrou uma parcela dos recursos de renda variável para ativos de renda fixa com rentabilidade acima da meta atuarial, na esteira do atual ciclo de alta das taxas de juros.

Também reaplicou em títulos públicos os recursos obtidos com a venda de imóveis incluídos no plano de desinvestimentos, que contempla 94 ativos até 2025, principalmente, terrenos, edifícios comerciais e hotéis com rentabilidade baixa.  

Na carteira consolidada, a fatia de renda fixa chegou a 64,30%, 9,16 pontos percentuais acima do registrado no mesmo trimestre de 2021.

 

Os investimentos em renda variável, bastante afetados no segundo semestre do ano passado, mostraram recuperação no 1T22, com seu índice de referência, o IBrX 100, acumulando alta de 14,89% no período, contra queda de 0,72% no ano anterior. Um dos destaques foi a carteira de ações escolhidas (stock picking), que registrou desempenho acima desse índice.  

Além disso, a Fundação realizou um aporte de R$ 86 milhões na Statkraft Energias Renováveis, na qual detém 18,7% de participação, montante que deve se somar a outros R$ 112,6 milhões ao longo de 2022.  

Os recursos da FUNCEF, estimados em um total de R$ 279 milhões, se destinam à construção dos Parques Eólicos de Ventos de Santa Eugênia e Morro do Cruzeiro, na Bahia, que devem mais do que duplicar o potencial gerador da empresa.

 

Novo Plano e REB

O Novo Plano e o REB, planos mais jovens da FUNCEF, voltaram a bater a meta atuarial, com rentabilidade de 5,58% e 6,26% no 1T22.   

A FUNCEF acrescentou títulos públicos de longo prazo vinculados à inflação com taxas superiores à meta às suas carteiras. A novidade foi o acréscimo de papeis do Tesouro com prazo de vencimento de até cinco anos como parte de uma estratégia de liquidez.

“A ideia é ter flexibilidade para, em uma eventual queda da renda variável, a Fundação possa recomprar ativos selecionados, com perfil adequado à sua carteira e bom potencial de valorização”, explicou o diretor de Investimentos, Samuel Crespi. 

REG/Replan

No REG/Replan, plano maduro e com horizonte menor de tempo, a Fundação aproveitou a recuperação da Bolsa no 1T22 para vender papéis e reinvestir os ganhos em títulos públicos de longo prazo. As duas modalidades tiveram rentabilidade de 6,84% (Saldado) e 6,89% (Não Saldado), as maiores entre os planos da Fundação no período.

“Esses títulos têm rentabilidade levemente acima da meta e permitem obter resultados com menor oscilação. Sempre que possível, parte dos ganhos com renda variável serão direcionados desta maneira, visando a redução do risco de mercado da carteira consolidada e a perenidade desse ganho", observou Crespi. 

A FUNCEF ainda implantou uma estratégia de renda fixa a mercado no REG/Replan. Além dos títulos marcados na curva, ou seja, que serão obrigatoriamente levados ao vencimento em 15 ou 20 anos, a Fundação acrescentou títulos de curto prazo à carteira, visando capturar ganhos com a volatilidade da taxa Selic e permitir eventual reinvestimento em renda variável.

 

Ativos imobiliários

Um movimento importante para o Saldado e o Não Saldado foram as vendas de ativos imobiliários. Até o fim de março, a Fundação aprovou 15 propostas de venda e concluiu 14 negociações no valor total de R$ 216 milhões, com destaque para dois terrenos no setor Noroeste, em Brasília, e a participação de 50% no Hotel Royal Tulip Brasília.

“As estratégias se baseiam em indicadores de mercado. Fazemos avaliações constantes de cenário e oportunidades. Há um forte momento de recuperação e expansão no mercado imobiliário, que se traduz na procura por terrenos, galpões prontos para distribuição de e-commerce e imóveis logísticos, com capacidade para data centers”, afirmou o diretor de Participações Imobiliárias e Societárias, Almir Alves Junior.

Com a locação recente de três imóveis, um em Vila Velha (ES) e dois em Barueri, na Grande São Paulo, a FUNCEF alcançou a ocupação de 100% de seus ativos no segmento logístico.

Superavit registrado

As duas modalidades do REG/Replan apresentaram superavit no 1T22. O Saldado gerou R$ 772 milhões e o Não Saldado, R$ 1,38 bilhão. Neste último caso, o resultado foi impulsionado pela reavaliação atuarial motivada pela adequação do Não Saldado à Resolução CGPAR nº 25/2018. Essa revisão levou ao corte médio nas alíquotas dos equacionamentos de 2015 e 2016 de 76% para ativos e de 70% para aposentados e pensionistas.

Medidas de governança

Além da adequação do Não Saldado, a FUNCEF obteve outros avanços importantes de governança no 1T22.

Os destaques incluem a implantação de indicadores de desempenho e de sistema de credenciamento para a seleção de escritórios jurídicos, além de uma  Política de Transações entre Partes Relacionadas, que reforça o monitoramento de potenciais conflitos de interesse e a divulgação transparente de informações.

A Fundação também atendeu a um pleito dos participantes assistidos e assinou um novo contrato de pagamento de benefícios com o INSS válido por cinco anos.

Comunicação Social da FUNCEF

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