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Resultados

FUNCEF tem superavit de R$ 1,82 bilhão no 1T21

Resultado recorde para o período, que acelera o reequilíbrio dos planos, foi puxado por fundo com ações da Vale

15 de Junho de 2021

iStock.com

Todos os planos da FUNCEF apresentaram superavit nos primeiros três meses de 2021, que, somado, chegou a R$ 1,82 bilhão. Trata-se do melhor resultado já registrado pela Fundação para um primeiro trimestre, representando um avanço importante rumo ao seu reequilíbrio técnico e a novas reduções nas taxas de equacionamento vigentes no próximo ano.

A rentabilidade recorde de 5,75% da carteira total de investimentos superou com folga a meta atuarial de 3,09% e elevou a R$ 83,9 bilhões o volume de recursos garantidores (RGPB) dos planos.

“A FUNCEF tem entregado resultados consistentes em meio a um cenário marcado pela enorme oscilação (volatilidade) dos preços nos mercados financeiros nos últimos 12 meses. Isso nos permite enxergar a possibilidade de que o RGPB ultrapasse os R$ 100 bilhões em 2022”, afirmou o novo presidente da FUNCEF, Gilson Santana. 

A pandemia do novo coronavírus, que derrubou os níveis de atividade econômica e emprego de maneira aguda, continua a afetar o desempenho de ativos, embora em menor escala. O resultado dos investimentos no 1T21 foi de R$ 4,59 bilhões. No mesmo período de 2020, quando começaram as medidas de restrição, esse resultado ficou negativo em R$ 3,34 bilhões.

O fundo em ações Carteira Ativa II, veículo pelo qual a FUNCEF investe em Vale, foi o grande destaque do 1T21. Com rentabilidade de 27,41%, o fundo respondeu por 40% do resultado consolidado (R$ 2,67 bi).

Rentabilidade dos planos

As duas modalidades do REG/Replan, que concentram os investimentos no Carteira Ativa II, encerraram o 1T21 com rentabilidade recorde para o período – 7,69% no Saldado e 6,03% no Não Saldado –, duas vezes acima da meta para o período (3,09%).

Além disso, por ser um plano maduro, o REG/Replan tem menor exposição à Bolsa e carrega uma carteira de títulos públicos com retorno médio alto e marcados na curva, ou seja, que serão levados até a data de vencimento.

Os planos mais jovens, Novo Plano CD e REB CD, foram afetados pelo recuo da Bolsa nos dois primeiros meses do ano. O iBRx-100, índice de referência de renda variável a mercado da FUNCEF, encerrou o 1T21 em -0,72%. Mesmo assim, suas cotas se valorizaram 20,85%% e 25,34% nos 12 meses encerrados em março.

Carteira de investimentos

Apesar do cenário macroeconômico de juros baixos, que provocou forte queda do retorno dos títulos públicos nos últimos anos, a carteira de renda fixa da FUNCEF, onde estão aplicados 55% dos recursos, segue batendo a meta. Sua rentabilidade chegou a 3,91%, quase oito vezes o CDI do período (0,49%).

No 1T21, o ambiente de forte incerteza provocou uma oscilação no mercado de títulos públicos, que permitiu à Fundação adicionar à carteira NTN-Bs longas (títulos atrelados ao IPCA), que oferecem proteção contra a inflação, cupons semestrais e baixíssimo risco.

Das cinco grandes classes de ativos, apenas renda variável a mercado (-2,78%) e investimentos imobilários (-0,47%), especialmente afetadas pelos efeitos da pandemia, não alcançaram a meta atuarial.

Em relação aos imóveis, o resultado capta apenas o retorno da renda com alugueis, bastante penalizado por medidas de restrição, como fechamento de hoteis e shoppings, e a variação dos fundos imobiliários (FIIs). A reavaliação de preços é realizada por meio de laudo no final do ano.

Redução e eficiência dos gastos

A Fundação manteve-se firme na sua política de elevar a eficiência dos gastos. Prova disso é que o nível das despesas administrativas no 1T21, que incluem pessoal e encargos, viagens, treinamento e serviços de terceiros, foi praticamente o mesmo do mesmo período de 2020.

A variação de 0,42% representa uma redução em termos reais, ou seja, em ritmo inferior à inflação medida pelo INPC (6,94% nos 12 meses encerrados em mar/21), indexador utilizado para reajustes de serviços e salários. 

Além disso, a Fundação prepara a implantação de um projeto de readequação do tamanho de sua estrutura, que busca oportunidades de ganhos de produtividade no quadro de pessoas e em processos.

Desafios à frente

O ritmo de retomada da economia segue uma questão crucial para a carteira de investimentos da FUNCEF, além do principal desafio enfrentado pelos fundos de pensão, que é o de alcançar metas de rentabilidade da carteira de investimentos num cenário de juros baixos.

Entre as oportunidades projetadas para o decorrer de 2021 estão a implementação de plano de investimento e desinvestimento da carteira imobiliária da FUNCEF, que deve ser realizado em fases nos próximos quatro anos. Este plano prevê a venda 94 imóveis e aumento significativo da alocação em fundos imobiliários (FIIs).

A FUNCEF também pode iniciar os investimentos no exterior no segundo semestre. Com a diversificação internacional, a Fundação terá a oportunidade de capturar ganhos de outras economias mundiais e ainda se proteger de uma possível desvalorização do real.

A estratégia prevê a possibilidade de alocação inicial de R$ 1,2 bilhão, o que representa 1,5% do total de recursos, sendo o teto regulatório de 10%.

Em relação ao fundo Carteira Ativa II, a Fundação busca a melhor relação risco/retorno diante da exposição a este ativo, que responde por uma fatia de 13% do portfólio de investimentos.

Por conta do fim do bloco de controle da Vale, a gestão interna do Carteira Ativa II passou da Diretoria de Participações para a Diretoria de Investimentos, que passou a ser precificada a mercado.  

“Nossa equipe de análise de renda variável usa toda sua expertise para acompanhar o ativo. A exemplo das demais estratégias, este investimento respeita critérios técnicos de tomada de decisão e as medidas de governança da Fundação”, afirmou Santana.

Comunicação Social da FUNCEF

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