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O que você precisa saber para escolher o regime tributário mais vantajoso

Opção entre tabela progressiva e regressiva do IR não tem volta e incide diretamente nos valores do benefício futuro

31 de Maio de 2021

iStock.com

Tabela progressiva ou regressiva de Imposto de Renda? A legislação exige que, na hora de aderir a um plano de benefícios, o participante já decida sobre o regime tributário a ser aplicado sobre a sua reserva financeira lá na frente, no momento da aposentadoria ou do resgate.

Basta fazer um "x" e seguir preenchendo o formulário. Mas a escolha não é tão simples como parece e pode ter impacto considerável nos valores recebidos. Por isso, precisa ser bem pensada. Para tomar a decisão mais vantajosa, os empregados CAIXA contam com o apoio de uma equipe de consultores da FUNCEF.  Além disso, a Fundação oferece um simulador, no site e no aplicativo, que ajuda a fazer as contas.  

Existem dois pontos importantes que devem ser considerados, afirmam os especialistas. Mas antes, é importante ter mente as diferenças entre os regimes tributários. 

TIPOS DE TRIBUTAÇÃO

Regime progressivo

É o mais antigo, tendo surgido juntamente com a Previdência Complementar. Ele varia de acordo com o valor do benefício, com alíquotas indo de zero a 27,5%. Via de regra, é uma opção indicada para prazos menores de acumulação de reservas, uma vez que benefícios mais baixos têm desconto menor de imposto.

Regime regressivo

Foi criado em 2004 como forma de incentivar a permanência do participante no plano de previdência no longo prazo. Por isso, costuma ser o indicado para quem pretende construir uma carreira na patrocinadora.

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS

Você deve ter percebido que o fator tempo é um importante critério para saber qual regime será mais vantajoso, mas cuidado, ele não é o único.

No vídeo a seguir, temos o exemplo da participante fictícia Ana Maria, de 61 anos, que entrou na CAIXA há 16 anos e optou pela tabela regressiva quando aderiu ao Novo Plano, mantendo a contribução mínima de 5% neste período. 

Ao simular a aposentadoria, Ana Maria percebeu que o regime tributário escolhido fará grande diferença. De acordo com a tabela regressiva, uma alíquota de 10% de IR incidirá sobre seu benefício mensal. Se tivesse optado pelo o regime progressivo lá atrás, ela estaria na faixa isenta de imposto.

Faça planejamento previdenciário e tributário

Segundo Claudileide Fernandes, consultora previdenciária da FUNCEF, não são raros os casos semelhantes ao do vídeo, em que as pessoas só se dão conta de que fizeram a escolha errada no momento da aposentadoria.

“O arrependimento se deve, principalmente, ao fato de a pessoa não parar para pensar na escolha que está fazendo. Marca uma opção no formulário sem pensar, como se fosse uma pergunta simples, sem impacto na vida futura”, avalia.

Natália Oliveira, também consultora previdenciária da FUNCEF, acrescenta que para fazer a escolha certa não basta conhecer os conceitos, pois cada situação tem particularidades.

“No momento da decisão, é preciso que o participante projete sua vida para daqui a 30 anos, quando for se aposentar. No ato da assinatura, ele tem que saber qual o padrão de vida que deseja levar a partir dos 60 anos”.

 

FUNCEF · O que é e como escolher o regime tributário

 

Digamos que o padrão de vida almejado exija uma renda na casa dos R$ 10 mil. Considerando o teto do benefício do INSS em 2021 de R$ 6.433,57, o participante consegue estabelecer um objetivo claro para o valor do seu benefício FUNCEF. 

O passo seguinte é usar o simulador FUNCEF, disponível no Autoatendimento, para estimar o esforço contributivo necessário para alcançar esse objetivo e, ao mesmo tempo, escolher de maneira mais consciente o regime tributário. 

“Trata-se de uma ferramenta que ajuda a projetar o futuro. O participante pode verificar, por exemplo, se haverá deduções, se vai ficar isento do imposto e, então, decidir entre o progressivo e o regressivo”, observa Natália. 

Considere o tipo de declaração de IR

240521_regime_tributario_wagner.jpgComo dissemos, o tempo de contribuição não é o único fator que deve ser considerado ao se optar pelo regime tributário.

Leo Wagner Pereira, da Coordenação de Contabilidade da FUNCEF, ressalta que é preciso levar em conta o modelo de declaração de IR do participante. Para quem faz a declaração completa, o mais indicado é o progressivo, onde é possível abater os aportes feitos até o limite de 12%.

“O que vale a pena, ao se fazer esta avaliação, é calcular quanto tempo se vai permanecer na CAIXA e qual o volume de despesas com gastos familiares de saúde e educação. Se o participante for constituir uma família com filhos, para fazer essas deduções, o regime progressivo permite que se faça os abatimentos, e o regressivo não", afirma Leo. 

"Por outro lado, se ele tiver uma renda alta e as deduções médicas não forem suficientes para fazer com que a sua tributação saia de 27,5% para algo entre 20% e 15%, o regressivo, pelo fato de a acumulação ter sido grande, é mais vantajoso”, completa. 

Acompanhe as outras publicações desta série

Reportagem: como diminuir os efeitos de uma escolha desvantajosa de regime tributário

Vídeo: O que é e por que fazer planejamento tributário

Podcast: como saber se o regime escolhido é o mais adequado ao seu caso (e o que fazer se não for)

Comunicação Social da FUNCEF

Tags: funcef imposto de renda planejamento tributário regime progressivo regime regressivo regime tributário tributação

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