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Resultados

Planos da FUNCEF superam a meta no acumulado do 3T23

Fundação superou os R$ 100 bilhões em ativos sob gestão e pagou R$ 4,2 bi em benefícios

29 de Novembro de 2023

iStock.com/Comunicação FUNCEF

Os três planos de benefícios da FUNCEF encerraram o 3T23 com rentabilidade acumulada acima da meta atuarial. O ganho consolidado de 7,38% da carteira de investimentos da Fundação superou o objetivo de retorno de 6,37% no período, o que fez com que o volume de ativos sob gestão superasse a expressiva marca dos R$ 100 bilhões.

Esse desempenho foi impulsionado pela estratégia de aproveitar janelas de oportunidades para realizar lucros em renda variável e reinvestir em renda fixa, que responde por 70% da carteira total da Fundação hoje, a taxas de retorno superiores à meta atuarial.

Em valores, o resultado dos investimentos somou 6,95 bilhões no acumulado do 3T23. Neste período, a Fundação também pagou R$ 4,92 bilhões em benefícios.  

“Esse movimento reduz riscos e traz mais estabilidade aos resultados em momentos de grande oscilação dos mercados. E o mais importante é que esta estratégia está alinhada ao compromisso de gerar valor no longo prazo”, avaliou o presidente da FUNCEF, Ricardo Pontes.

Carteira de investimentos

No segmento de renda fixa, que teve a maior contribuição no resultado (+8,49%), a FUNCEF avançou na diversificação entre títulos públicos e privados.  ​

A Fundação acrescentou R$ 1,42 bilhão em títulos públicos de longo prazo atrelados ao IPCA (NTN-B) às carteiras dos planos entre julho e setembro. Esses títulos oferecem proteção contra a inflação, cupons semestrais e baixíssimo risco. 

Também adicionou R$ 898 milhões em títulos de crédito bancário e outros R$ 151 milhões em crédito corporativo de empresas com nota de crédito alta e bem ranqueadas no mercado.   

 

Na renda variável, a Bolsa voltou a apresentar oscilação negativa no 3T23 (-1,02%), o que fez com que o Índice de referência (IBrX 100) registrasse retorno acumulado de apenas 5,50% até setembro.

Apesar do cenário desafiador, a fatia de ações escolhidas (stock picking), que representa 49% da carteira do segmento, tem registrado desempenho consistentemente superior ao IBrX 100.

Nesta estratégia de gestão ativa, a equipe técnica da Fundação analisa fundamentos das empresas para selecionar papeis com potencial de retorno superior ao índice de referência. No fechamento do 3T22, ganho excedente chegou a 1 ponto percentual.

A estratégia tem permitido reduzir o risco dos planos e aumentar a sua taxa de retorno. Isso mostra a leitura calibrada dos cenários na política de investimentos adotada.

 

Um destaque importante do 3T23 foi o início dos aportes da Fundação em ativos no exterior, que representavam 4,15% da carteira do Novo Plano CD (ativos) ao final de setembro.

A diversificação internacional permite à FUNCEF investir em setores como saúde, tecnologia e inteligência artificial, que podem ser acessados em economias mais maduras. Além disso, traz a oportunidade de capturar ganhos de outras economias mundiais e de proteção em momentos de desvalorização do real.

Na carteira imobiliária, os fundos imobiliários (FIIs) têm superado consistentemente a meta atuarial em 2023.  A elevação da geração de caixa com recebimento de dividendos e renda demonstra uma retomada do segmento por conta do atual ciclo de queda da taxa de juros. No 3T23, a Fundação buscou melhorar a diversificação do portfólio de FIIs com o objetivo de reduzir riscos.

Também foi destaque do 3T23 a venda da participação total da Fundação na Statkraft Energia Renováveis ao acionista majoritário da empresa. O negócio, fechado em setembro, representou um ganho contábil equivalente a R$ 394 milhões.

A decisão da FUNCEF em negociar as ações levou em consideração a maturidade e os níveis de concentração do ativo nos planos, a oportunidade de realizar o resultado no investimento, além da necessidade de capital adicional para suportar o crescimento da companhia, caso optasse por não efetuar a venda.

 

Novo Plano e REB

O Novo Plano e o REB, em fase de acumulação, seguem apresentando os maiores retornos em 2023. Com rentabilidades de 8,75% e 8,32% respectivamente, Novo Plano CD e REB CD, que reúnem recursos dos participantes na ativa, superam a média dos fundos comparáveis de previdência aberta (7,79%), segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Esse desempenho também está acima da mediana da rentabilidade dos planos de contribuição variável (8,08%) segmento de fundos de pensão (8,94%), conforme levantamento da consultoria Aditus com 127 entidades.

As suas três principais carteiras (rendas variável e fixa e de investimentos imobiliários) têm entregado retornos acima da meta. E no horizonte de cinco anos, a rentabilidade do Novo Plano e do REB bate o CDI em quase 20 pontos percentuais.

 

Resultado do REG/Replan

O REG/Replan, plano maduro e com horizonte menor de tempo, bateu a meta em suas duas modalidades, a Saldada (6,63%) e a Não Saldada (7,16%).

Desde 2021, a FUNCEF vem reduzindo a concentração do REG/Replan em ativos de renda variável específicos. Entre julho e setembro, os resgates nesta classe de investimentos foram de R$ 437 milhões. No mesmo período, a Fundação realizou aportes de R$ 1,18 bilhão em ativos de renda fixa com rentabilidade superior à meta atuarial.

O REG/Replan ainda registrou o maior impacto positivo com a venda de ações da Statkraft, o equivalente a 73% do total.

O resultado em renda variável, por sua vez, tem sido penalizado pela exposição do plano às ações da Vale, que acumulavam queda de 23,96% até setembro.

No horizonte de cinco anos, as duas modalidades do plano seguem batendo o objetivo de retorno. A diferença no acumulado está na casa dos 10 pontos percentuais.

 

Resoluções de antigas pendências

No 3T23, a FUNCEF anunciou uma série de resoluções de pendências antigas. A Fundação obteve soluções importantes regularizações do hotel Renaissance, em São Paulo, seu maior ativo imobiliário, e do Auto Shopping Global, maior empreendimento especializado em venda de carros e serviços automotivos do país, localizado em Santo André, no ABC paulista. Além disso, FUNCEF e CNP assinam acordo para encerrar pendência de mais de 20 anos.

“Essas regularizações destes importantes empreendimentos destravam a valorização e a liquidez de ativos que já se destacam na nossa carteira. Seguiremos com o compromisso de solucionar as pendências da Fundação, o reflexo dessas ações positivas trará ótimos impactos para todos”, enfatizou o presidente Ricardo Pontes.

Comunicação Social da FUNCEF

Tags: novo plano participantes planos reb regreplan resultado 3T23

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