A FUNCEF apresentou o seu atual processo de transformação digital no Congresso Brasileiro de Previdência Privada nesta quinta (22/10), em São Paulo.
Com o título Inovação como cultura, digital como caminho, o painel discutiu como é possível transformar valores institucionais em critérios reais para decisões organizacionais.
O presidente Ricardo Pontes abriu a conversa lembrando que a tecnologia não é um fim em si mesmo e o destino desse caminho precisa ser o participante, a razão de ser da Fundação.
“Não se trata de simplesmente impor uma ferramenta. Queremos que as pessoas entendam o seu papel e que colaborem com ideias novas que tragam benefício real ao participante”, explicou ele.
Ricardo Pontes citou a construção de um novo sistema previdenciário, que está sendo devolvido dentro da FUNCEF e tem entregas previstas para 2027, como um marco da nova visão estratégica.
“A execução é uma grande preocupação da Diretoria Executiva. Temos focado nossa atuação na definição de papéis, cronograma e acompanhamento mensal dos projetos rodando na Fundação”, afirmou.

Pessoas no centro
A transformação digital não é trabalho apenas para a área de TI. Como ressaltou a coordenadora de Planejamento Estratégico e Processos da FUNCEF, Amanda Scheller, o sucesso dos projetos passa, necessariamente, por planejamento, processos e pessoas.
“O papel da cultura é fundamental. Isso envolve comportamento individual, colaboração ativa entre áreas, apoio da alta gestão e disposição para experimentar sem medo de errar”, observou ela.
Como explicou Amanda, com canais, papéis e critérios claros, a inovação deixa de depender só de iniciativas individuais e passa a ter um caminho institucional. Mas para sustentar a transformação, é preciso se perguntar por que fazemos o que fazemos, mapeando e revendo processos de ponta a ponta e de forma contínua.
“O nosso papel não é apenas automatizar um processo como é hoje, mas aprimorar processos, trazendo ganhos de eficiência e economia de custos que o participante perceberá mais à frente”, disse ela.

Ondas de inovação
Inovação não acontece da noite para o dia. Como apontou a gerente de Tecnologia da FUNCEF, Rosangela Wanzeller, o processo de transformação digital da Fundação começou em 2022.
Em 2025, a FUNCEF tornou-se o primeiro fundo de pensão do país a ter toda a infraestrutura de TI em nuvem. Os efeitos da mudança já são sentidos pelos participantes e empregados da Fundação.
Além de um novo site, app, simuladores e sistema de atendimento, Rosangela citou dois exemplos emblemáticos.
O primeiro foi a automação de uma rotina diária da área de risco, cujo tempo de execução foi reduzido de 4 horas para 30 minutos.
O outro caso de sucesso é a Sofia, a assistente virtual da Fundação. Em setembro, ela respondeu por 76% dos atendimentos realizados pelo WhatsApp.

O papel da governança
O diretor de Administração e Controladoria, Rogerio Vida, terminou o painel respondendo à seguinte pergunta: como dar velocidade à transformação digital sem abrir mão da governança?
Para ele, é a ausência de governança que atrasa a mudança. Uma estratégia definida, processos bem desenhados e instâncias de governança que conversam entre si garantem fluidez ao processo.
“Só assim o investimento é transformado em valor percebido pelo participante. Já estamos vendo o retorno do que estamos construindo na FUNCEF”.

Sobre o CBPP
O Congresso Brasileiro de Previdência Privada é o maior do setor na América Latina. A edição deste ano reúne mais de 4,6 mil participantes até esta sexta (23/10), para discutir boas práticas, tendências e o futuro da previdência.
Comunicação Social da FUNCEF
